TP ROAD RACE ETAPA 4

PartidaChegadaTipoDistânciaAcumuladoAbastecimento
Lousã Alter do Chão Mountain 172km 3.173m Relva

 

O highlight da etapa 4 é a Serra da Lousã.

Esta serra é o habitat natural de veados e javalis que espreitam por entre os sobreiros, castanheiros, carvalhos e, claro, pinheiros… muitos pinheiros !!

A Serra da Lousã, juntamente com a Serra da Estrela e a Serra do Açor (etapas 2 e 3), formam a mais imponente cadeia montanhosa de Portugal: a Cordilheira Central… e ao atingir o topo da subida do dia, ficaremos a saber que cruzamos esta cordilheira, e que isso foi simplesmente incrível, fabuloso e incomparável.

Após os primeiros 20 km, o percurso já nos terá levado a subir cerca de 1.000 m por uma estrada de montanha indescritível. Nesta montanha experimenta-se uma sensação de tranquilidade que provavelmente nunca sonhámos  que existisse. A sinuosa descida que se segue logo de imediato é algo que ficará gravado na nossa memória... sem palavras. As curvas que se seguem infinitamente numa velocidade vertiginosa, os miradouros, todo o cenário de calma e tranquilidade a toda a volta, remete-nos diretamente para um dos melhores sonhos que teremos tido.

O percurso atravessa algumas pequenas aldeias antes de nos levar até à travessia do Rio Zêzere deixando para trás as maiores montanhas do nosso país. A partir daqui, e até chegar ao rio Tejo (o maior e mais importante rio de Portugal), o percurso passará por centenas de subidas e descidas mais curtas, cruzando uma zona não montanhosa, mas sim “acidentada”.

Assim, chegamos à “zona de reabastecimento 6D” da quarta etapa, na aldeia de Relva, onde os atletas poderão recolher as barras de oferta, bem como os seus bidons previamente preparados. 80km feitos até aqui, faltam 92,5km para o final da etapa...

Por estradas completamente esquecidas, o percurso leva-nos ao centro geográfico de Portugal em Vila de Rei. Quer isto dizer que estamos “exactamente” no centro do país, de Norte para Sul e de Este para Oeste. As vistas desafogadas ao longo do percurso permite-nos apreciar a beleza da natureza selvagem com as árvores pintadas de verde e de amarelo por todo este território desertificado... e assim pedalar por estas estradas de campo completamente esquecidas.

Quando o percurso atravessa o Rio Tejo em Belver , entra na zona das planícies portuguesas. À medida que os quilómetros passam e as montanhas ficam mais para trás, a paisagem muda... muda e muda muito.

As planícies alentejanas transmitem uma sensação que não se explica... sente-se, sobretudo quando o percurso nos faz pedalar por estas estradas sem fim e sem trânsito.

São poucas as aldeias que avistamos, o percurso atravessa o Monte da Pedra, com as suas típicas casas brancas e também o Crato… algumas das aldeias muito tradicionais do Alentejo. Mas pouco mais.

Rapidamente chegamos ao Hotel Vila Galé em Alter do Chão, onde encontramos a tranquilidade necessária para relaxar e recuperar para o dia mais longo da prova, que nos espera na manhã seguinte.


HOTEL: Vila Galé Collection Alter Real  



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